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Linha de pesquisa do Instituto Mauá de Tecnologia estuda tratamento de águas residuárias

Além de promover a adequação dos efluentes líquidos, é possível atuar na geração de energia renovável

Conhecidas por serem descartadas pelas atividades humanas por haver quantidades enormes de poluentes, seja pelo uso doméstico, seja comercial ou industrial, as águas residuárias precisam passar por um processo de despoluição para retornarem ao meio ambiente e até mesmo serem reutilizadas. Por isso, a linha de pesquisa principal do Laboratório de Engenharia Bioquímica, do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), é “Tratamento biológico anaeróbio de águas residuárias”, com estudos focados em melaço de soja (efluente da indústria de processamento da soja), soro (efluente da indústria de lacticínios), vinhaça (efluente da indústria sucroalcooleira), esgoto sanitário doméstico, entre outros.

Os projetos dessa linha buscam analisar e tratar de forma minuciosa o estado de agitação, tamanho das biopartículas, período da duração das várias etapas do processo, estratégia de alimentação sobre a eficiência de remoção de matéria orgânica (carbonácea, nitrogenada e sulfurosa) e micropoluentes. “Dessa forma, os microrganismos presentes nos nossos biorreatores consomem os poluentes dos efluentes e, ainda mais, geram o metano (gás incolor), num processo chamado digestão anaeróbia. Esse gás pode ser, posteriormente, utilizado como biocombustível, uma energia ecologicamente correta, diminuindo a utilização de recursos fósseis”, comenta a professora doutora Giovanna Lovato.

As pesquisas têm como objetivo, portanto, o estudo de biorreatores anaeróbios aplicados ao tratamento de águas residuárias sanitárias e (agro)industriais. Além disso, ao se tratarem as águas residuárias, também é possível promover a produção de bioenergia, ou seja, colaborar para a geração de calor, eletricidade ou combustível para motores de combustão em geral.

Se as águas residuais não forem tratadas adequadamente, o meio ambiente e a saúde humana podem ser impactados negativamente, com danos na qualidade da água dos rios e o comprometimento da fauna e flora. “Os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pelo Laboratório de Engenharia Bioquímica do IMT, em tratamento de águas residuárias, começaram em 1998, com a inauguração do laboratório dentro do IMT. Atualmente, somos dez pesquisadores, entre professores e alunos”, reforça a doutora Giovanna.

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