INFOMAUÁ Mauá
edição 130 - Março de 2022

IMT é um agente conveniado do Ibama para o Proconve/Promot

Com o programa, o instituto está à frente dos trabalhos para o controle dos poluentes de veículos

Desde que foi conveniado pelo IBAMA, o IMT participa dos trabalhos para controle dos poluentes de veículos

A partir da década de 1950, o mundo passou a dar mais atenção ao controle das emissões de poluentes dos veículos. Um dos pioneiros dessas ações foi o estado da Califórnia, nos EUA. Já no Brasil, foi em 1986 que se estabeleceu um programa de controle de poluição de veículos, o Proconve. Para se adequar às necessidades do meio ambiente, os automóveis e caminhões lançados a partir desse momento, começaram a seguir os níveis de limite de emissões o que, neste ano, estendeu-se para as motocicletas, com o Promot, e em 2011 para máquinas, como as utilizadas nos setores agrícola e de construção civil.

Nesse período, uma das ações para controlar melhor as emissões foi a utilização de injeção eletrônica nos novos modelos, como explica a engenheira Luana Camargos, coordenadora do Núcleo de Homologações e Certificações (NHC) do Centro de Pesquisas: "Sem isso, provavelmente até hoje os carros ainda teriam sistemas mais rudimentares de funcionamento. Atualmente, existem motores modernos, com turbocompressor, injeção direta de combustível, além de outras tecnologias desenvolvidas pelos fabricantes para atender aos limites estabelecidos para emissões de poluentes, sem deixar de lado a intenção de agradar ao público consumidor do produto."

Luana Camargos é coordenadora do Núcleo de Homologações e Certificações (NHC) do Centro de Pesquisas do IMT

A fim de realizar esse controle, os fabricantes devem obter autorização do Ibama para comercialização do veículo e, para isso, o órgão conta com o auxílio de agentes técnicos conveniados, chamados ATCs, que acompanham os diversos ensaios necessários e analisam tecnicamente os dados. Com isso, eles emitem pareceres para que o Ibama decida sobre a liberação para comercialização. Atualmente, os dois ATCs que atuam  no Proconve/Promot são a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), órgão onde nasceram as primeiras iniciativas dos programas, e o Instituto Mauá de Tecnologia. Desde o ingresso do IMT, em 2020, foram realizados trabalhos que permitiram a emissão de licenças pelo Ibama para mais de 100 veículos e motores.

Para poder produzir esses pareceres, o instituto conta no Centro de Pesquisas com o Núcleo de Homologações e Certificações (NHC), que faz o acompanhamento de testes realizados em diversos laboratórios do País ou no exterior, tanto nas próprias montadoras quanto em locais independentes. "Além de acompanhar os ensaios, verificar se as informações fornecidas estão de acordo com as exigências da legislação, auxiliamos, por exemplo, a elaboração da própria legislação oferecendo suporte para as discussões técnicas necessárias. Essa participação como entidade de suporte técnico proporciona uma oportunidade excelente para os profissionais envolvidos e acaba promovendo um aumento considerável no conhecimento dessa equipe, o que desenvolve a capacidade técnica do IMT como um todo", aponta a engenheira.

O IMT também auxilia o IBAMA na elaboração da legislação própria para diminuir a emissão de poluentes

Segundo a especialista, esse trabalho traz um desenvolvimento ainda maior de novos estudos relativos ao tema, o que é muito importante para a área. "Todo o serviço do Ibama com o Proconve/Promot é realizado exclusivamente no NHC, que é um núcleo que responde diretamente ao diretor do Centro de Pesquisas, engenheiro José Roberto Augusto de Campos. Isso, associado ao fato de o IMT ser uma instituição de ensino e de pesquisas independente, permite o desenvolvimento dos trabalhos de forma totalmente isenta, minimizando quaisquer riscos de influências", comenta Luana. "Apesar dessa independência e da necessidade de confidencialidade nas atividades, certamente há um grande benefício para a comunidade acadêmica na forma de transmissão de conhecimentos sobre emissões de poluentes, legislação e boas práticas de engenharia", conclui.

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